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quarta-feira, 5 de março de 2008

ECLOSÃO DA GERAÇÃO DE 2007


Na passada terça-feira, 'nasceu' a primeira Papilio Machaon (macho) da geração que hibernou em 2007. Foi uma metamorfose que se deu sob a temperatura ambiente e sem qualquer intervenção externa. Pelo facto desta crisálida poder ter uma maior capacidade de eclodir com temperaturas mais baixas do que as restantes, as outras crisálidas foram colocadas em ambiente térmico controlado, de forma a acelerar as eclosões para poderem coexistir (em tempo útil) com esta, e poder reproduzir-se. A razão pela qual pretendo 'ajudar' a reprodução desta borboleta em particular, é para poder confirmar nas gerações seguintes e em particular na primeira geração de 2009, se esta é uma característica genética transmissível, ou se é apenas um episódio isolado. Nesta zona, mais a norte do país e devido ao clima ser mais frio, as primeiras gerações surgem apenas em Março enquanto que nas zonas a sul de Lisboa, aparecem a partir de meados de Fevereiro. Do ponto de vista genético, parece-me interessante verificar esta possibilidade de 'encurtar' o tempo de hibernação, fazendo uma 'selecção natural forçada', de forma a poderem ter um período de voo mais alargado.
Um fenómeno que verifico todos os anos, é o da data das primeiras eclosões, que a pouco e pouco vão-se dando cada vez mais cedo. Em 2007 a primeira borboleta desta espécie, 'nasceu' a 8 de Março enquanto que este ano já se deu a 4 de Março, não é significativo e até pode ser um caso isolado, mas de facto vão-se dando pequenos adiantamentos que, se contabilizarmos numa década, a média torna-se significativa.




quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

A ÚLTIMA PAPILIO MACHAON DE 2007


Em seguimento ao meu último post, em que escrevi sobre uma lagarta de Papilio Machaon que encontrei fora da época, esta mesma lagarta passou a crisálida no último Domingo dia 9 de Dezembro, bem mais adiante da data que eu tinha previsto, em consequência do frio e da consequente diminuição do metabolismo da própria lagarta. Com esta, (e agora definitivamente a considero a ÚLTIMA DE 2007) termino o trabalho de recolha e acomodação das crisálidas para hibernação, deste ano. Para o ano, vou retirar as crisálidas, do frio, no início de Fevereiro e vou reproduzir as borboletas que nascerem primeiro, pois estas, terão maior capacidade de eclodir com temperaturas mais baixas e serão as que eu irei preferencialmente 'ajudar' a colonizar Aveiro, para que tenhamos borboletas mais resistentes e mais cedo.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Resultados da experiência com as Danaus


Lembram-se da experiência que estava a fazer com as crisálidas da Monarca (Danaus Plexippus) no frio?... pois é... deu mau resultado metade das crisálidas já morreram. O que aconteceu é que ficaram completamente pretas. Já tentei investigar o motivo pelo qual isto aconteceu, mas ainda não consegui chegar a nenhuma conclusão. O que decidi fazer, foi tirá-las do frio e colocá-las à temperatura ambiente. Espero que ainda consigam eclodir, pois a única explicação para aquele artigo que li, é que deve haver algumas borboletas com capacidade de atravessar o Inverno em forma de crisálida, mas deve ser uma minoria, tão pouco significativa, que realmente seria necessário dispôr de muitas centenas, para sobreviverem umas quantas.