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terça-feira, 6 de maio de 2008

UM NOVO RECORD... MAS NÃO É MUNDIAL.


A ultima das crisalidas de Papilio Machaon, da geração de 2007, eclodiu.
Já há muito tempo que se fazem registos dos tempos de hibernação e normalmente os paises nordicos detêm estes records, devido à sua temperatura média ser relativamente baixa. No nosso caso a lagarta crisalidou em finais de Outubro de 2007 (não precisei o dia) e eclodiu a 5 de Maio de 2008. Como não tenho a data exacta e para não errar por excesso, convencionei que o dia seria 31 de Outubro de 2007, o que faz com que o tempo de hibernação tenha sido de 187 dias (por defeito)... mais de meio ano.
O registo da maior hibernação que se conhece, está atribuído a uma Papilio Machaon da Suíça, que hibernou durante 296 dias.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

TEMPO DE RECOMEÇAR O CICLO


O Inverno já vai a mais de um terço e é tempo de retirar as crisálidas de Papilio Machaon do frio artificial, para coloca-las na natureza. Como a temperatura no frigorífico é aproximadamente igual, à actual temperatura mínima do ar (aproximadamente 6 graus), é necessário colocar as crisálidas no exterior, para que, lentamente, se vão acostumando aos ciclos do dia e principalmente aos ciclos da temperatura e da humidade.
Quem utilizou este processo, então deve fazê-lo agora.
Convém que se coloquem as crisálidas com a zona abdominal/alar, para cima, pois só assim se consegue perceber a mudança de cor das asas, quando estiverem próximas de eclodir. Uma forma de ter a certeza que as crisálidas estão vivas, é pegá-las pela zona do tórax e verificar se mexem o abdómen. Se mexerem estão garantidamente vivas, pois é um comportamento de defesa. Se não mexerem, não quer dizer que estejam mortas, pode ser apenas que o revestimento queratinoso seja demasiado duro, ou pode ser que simplesmente não tenham qualquer reacção a este estímulo.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Resultados da experiência com as Danaus


Lembram-se da experiência que estava a fazer com as crisálidas da Monarca (Danaus Plexippus) no frio?... pois é... deu mau resultado metade das crisálidas já morreram. O que aconteceu é que ficaram completamente pretas. Já tentei investigar o motivo pelo qual isto aconteceu, mas ainda não consegui chegar a nenhuma conclusão. O que decidi fazer, foi tirá-las do frio e colocá-las à temperatura ambiente. Espero que ainda consigam eclodir, pois a única explicação para aquele artigo que li, é que deve haver algumas borboletas com capacidade de atravessar o Inverno em forma de crisálida, mas deve ser uma minoria, tão pouco significativa, que realmente seria necessário dispôr de muitas centenas, para sobreviverem umas quantas.